quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Dispersão

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A dispersão ocorre quando uma determinada espécie parte do seu local de origem, ou seja, de onde os seus progenitores vivem, e habitam outros lugares diferentes (Andressa: Tá na hora de sair da casa dos pais 😏). Dessa forma, a dispersão está relacionada a segregação dos indivíduos entre si, o que a torna um mecanismo importante tanto para a natureza e a biodiversidade, uma vez que possibilita a propagação de vegetais ou de animais e tem grande influência nas populações, propiciando a colonização de novas áreas e habitats, quanto para o ser humano, uma vez que está ligado a sobrevivência dos seres humanos, devido a dispersão de sementes executada pelos animais, ou por outros meios, possibilitar o aumento de alimentos. 
Além disso, há os movimentos de entrada e saída, chamados de imigração e emigração, que são importantes no ajustamento do tamanho das populações, bem como também engloba a recuperação de áreas degradadas, seja por ações antrópicas ou desastres naturais, na regulação climática, processos ligados a variabilidade genética, entre outros. Dessa maneira, a dispersão garante algumas vantagens como, a diminuição da competição intraespecífica, impede também a competição entre parentes e consequentemente reduz a chance de endogamia (cruzamento entre aparentados). 
Há dois tipos de dispersão, as denominadas de dispersão passiva, que é quando, para poder se dispersar, o organismo necessita de algum auxílio externo, como vento conhecido também como anemocoria (chuva de sementes que caem próximas à planta mãe), água ou hidrocoria.. (Cintia: Sabe quando sopramos um dente de leão e aquele negócio branquinho sai voando para tudo que é lado? isso é uma forma de dispersão passiva), sendo muito usada pelas plantas em geral e por outros organismos sésseis (Andressa: pra quem não sabe, séssil é “parado”, ou seja, são organismos que não se locomovem), e as conhecidas como dispersão ativa, que é quando os organismos não precisam de ajuda externa, ou seja, eles já possuem a habilidade, a capacidade, de se dispersar por conta própria, este tipo de dispersão é efetuada fortemente através ou pelos animais. 
Além disso, há também a dispersão passiva mutualista que realiza-se por meio de agentes ativos (Andressa: Vocês devem está se perguntando como funciona isso… mas na verdade é muito simples! Sabe quando seu cachorro volta cheio de carrapicho no pelo dele, isso é um exemplo desse tipo de dispersão! inclusive esse mecanismo é chamado de zoocoria), e a dispersão clonal (é um tipo de dispersão ativa), que decorre por meio de organismos modulares (funcionam independentemente uns dos outros), ou seja, acontece por organismo que soltam brotos ou por organismos que fazem fissão (bactérias, protozoários, poríferos, cnidários). Os clones vão se dispersando todos ao redor um do outro (Andressa: Sabe aquela suculenta chamada Kalanchoe laetivirens onde elas soltando os brotinhos? Então, vai ter um determinado momento que esses brotinhos vão soltar da planta mãe e se dispersar). 
E já que estamos falando de dispersão, é super válido comentar sobre os padrões de distribuição, uma vez que podem ser influenciados pela dispersão. A distribuição dos organismos (padrão de distribuição) de uma população se trata do modo como os indivíduos estão organizados na natureza e pode ser dividida de três formas: distribuição aleatória ou ao acaso, que sucede quando há possibilidades iguais dos organismos ocuparem o mesmo ambiente (Cíntia: tudo espalhado loucamente *cof cof* quer dizer, é por isso que, neste caso, são separados de forma desigual, aleatória), distribuição regular, quando os indivíduos tendem a evitar outros (Andressa: Nesse caso vamos ter indivíduos uniformes e espaçados) e a distribuição denominada agregado, que acontece quando os indivíduos são envolvidos e atraídos para locais específicos ou coespecífico ( Cíntia: ou seja, esses indivíduos vão ficar pertinho uns dos outros). Vale lembrar que existem alguns elementos que podem regular/interferir na dispersão, como as barreiras geográficas, por exemplo mares ou rios, o potencial biótico da espécie, que se refere a habilidade/aptidão adaptativa e reprodutiva, e, por fim, recursos próprios de deslocamento, em outras palavras são variáveis de espécie para espécie.

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